Che Guevara: a inédita homenagem na Bolívia a militares da operação que matou o guerrilheiro
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| Presidente boliviana interina, Jeanine Áñez, promove ato de reparação a militares que reivindicam ter participado de ação que matou Che Guevara |
Durante as homenagens, Añes lembrou que 47 soldados do exército boliviano tombaram na operação contra o grupo terrorista liderado pelo argentino Guevara.
“Hoje presto homenagem a estes 47 heróis e envio, como Presidente, como mulher e como mãe, o meu abraço de coração às famílias que perderam os seus filhos naquela miserável invasão comunista e, por isso hoje, e perante vós, expresso com orgulho e satisfação a minha sincera reparação à memória destes heróis bolivianos [...]. A lição que nós bolivianos demos ao mundo, com a derrota e morte de Che Guevara na Bolívia, é que a ditadura comunista aqui não tem como, nem o comunista, nem o fascista, nem o populista.” Disse a chefe do executivo Boliviano.
Depois acrescentou:
“A melhor homenagem e reparação aos bolivianos caídos para deter Che e sua invasão criminosa e comunista é construir a liberdade e a democracia juntos”.
No final dos pronunciamentos das autoridades, o ministro da defesa Lopez Júlio subiu o tom e mandou um “recadito” aos vizinhos socialistas de plantão:
“Cubanos, venezuelanos, argentinos ou o que seja, encontrarão a morte em nosso território”.
Lopez também se referiu ao ex presidente da Bolívia, o socialista Evo Morales, a quem acusou de trocar o orgulho pela vergonha e de manchar a honra das Forças Armadas do país.
A Bolívia conseguiu a duras penas se livrar do socialista e cocaleiro Evo Morales, que estava executando o plano de tornar a Bolívia um país completamente socialista, algo que foi idealizado no Foro de São Paulo ainda na década de 90. Morales fugiu, raspando os cofres do país, e se exilou na Argentina, para de lá ficar dando pitacos e tentar reagrupar forças opositoras na Bolívia.
Parabéns à presidente boliviana, por livrar o país do caos socialista e por ajudar a desmascarar mais um falso herói, o assassino comunista Che Guevara.
Veja o vídeo:
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| Militares que dizem ter atuado na ação contra Che ficaram de lado durante o governo de Evo Morales Décadas depois que o slogan da Cuba socialista se tornou um emblema dos movimentos progressistas latino-americanos, o então presidente boliviano Evo Morales conseguiu fazer com que as tropas de seu país também o entoassem. Foi o que aconteceu durante os anos de Morales. Mas na última sexta-feira (9/10) o governo da presidente interina, Jeanine Áñez, realizou um “ato de reparação” sem precedentes para os militares que reivindicam ter matado Guevara no país andino. A história entre as Forças Armadas da Bolívia e o guerrilheiro argentino-cubano tem raízes profundas. Quando Ernesto Guevara foi capturado há 53 anos em um dos vales bolivianos, os militares celebraram como um ato de defesa da soberania de seu país. Foi assim que contou Teófilo Zárate, presidente da Confederação dos ex-combatentes de Ñancahuazú, a unidade de militares que, mais de meio século depois, reivindica ter derrotado Che. “Fomos cumprir um dever e obedecer ao chamado do país”, disse o militar aposentado (mas com uniforme de campanha) em um ato inédito no qual o governo transitório atual da Bolívia reverenciou os soldados que lutaram em 1967. Bolívia Che se preparou para entrar na Bolívia pelo menos dois anos antes de sua chegada ao país. Ele teve o apoio de alguns dos mais famosos guerrilheiros cubanos que participaram da Revolução na ilha caribenha em 1959 e que levou Fidel Castro ao poder. Na Bolívia, ele conseguiu reunir militantes leais, mas também enfrentou adversários comunistas e a rejeição imediata do governo à época. O projeto de Guevara de "exportar a Revolução Cubana" para a América do Sul é conhecido como um fracasso militar, mas não se nega que o que aconteceu há mais de meio século o tornou um ícone da esquerda latino-americana. O povoado de Vallegrande, na Bolívia, onde Che Guevara ficou enterrado por 30 anos Ele foi fuzilado em 9 de outubro de 1967, em uma cidade perto de Vallegrande, no sudeste da Bolívia. Trinta anos depois, de acordo com uma perícia feita por Cuba, os restos mortais do chamado "guerrilheiro heróico" foram encontrados naquela cidade e em seguida transferidos para Cuba. "A ordem foi para desaparecer com os restos dele para que não houvesse um lugar de peregrinação", disse à BBC o general aposentado Gary Prado. O militar dirigiu a companhia do Exército boliviano que capturou Guevara, que tentava organizar um levante na Bolívia nos moldes da revolução cubana, em 8 de outubro de 1967. Em 1995, o pacto de segredo foi rompido, e o oficial Mario Vargas Salinas revelou ao jornalista americano Jon Lee Anderson, biógrafo de Guevara, que os restos dele estavam enterrados na velha pista de pouso de Vallegrande. A partir dessa informação, uma equipe de especialistas cubanos chegou a Vallegrande para iniciar as buscas pela vala com os restos mortais do guerrilheiro, que foram encontrados em 1997. Com a descoberta dos restos mortais de Che Guevara em Vallegrande, aconteceu justamente o que os militares bolivianos temiam: o local virou ponto de peregrinação. Mudança de postura e reparaçãoDurante os quase 14 anos de governo de Evo Morales, os "combatentes" da guerrilha de Che pediram reconhecimento em diversas ocasiões. Jamais foram proibidos atos militares em homenagem aos militares que lutaram contra o socialista argentino-cubano, mas os integrantes da unidade ficaram em segundo plano diante das aparições de Morales com artistas pró-Cuba. Por isso, neste ano, o atual governo transitório da Bolívia decidiu realizar um “ato de reparação” com os militares que participaram desse conflito armado nos anos 1960. Desde a renúncia de Evo Morales e a posse da nova presidente, opositora do ex-mandatário, a Bolívia ordenou a saída de mais de 700 cubanos e congelou as relações com a ilha caribenha.. É uma postura bem diferente daquela que o ex-presidente boliviano expôs em diversas ocasiões, a exemplo de quando cumprimentava seguidores com o grito eternizado por Fidel e Guevara: "Até a vitória sempre". Fontes : Jornal da Cidade Online , BBC NEWS | Brasil |




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