Os ataques próximos a templos religiosos continuam acontecendo na Europa. Nesta segunda-feira (2), uma sinagoga em Viena, na Áustria, foi alvo do que está sendo considerado um atentado terrorista.
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| Imagens fortes mostram sangue no chão, nas proximidades de onde ocorreu o atentado. - Foto: Reprodução/Twitter |
Polícia isola centro da capital austríaca. Governo afirma que vários homens armados abriram fogo. Um suspeito foi abatido. Primeiro-ministro condena "hediondo ataque terrorista".
Um ataque terrorista deixou pelo menos um morto e 15 feridos no centro de Viena na noite desta segunda-feira (02/11). Os disparos foram efetuados em seis pontos diferentes do centro da capital austríaca. Segundo as autoridades, a ação foi executada por vários homens armados com fuzis de assalto. Um suspeito foi abatido pela polícia.
No momento, forças de segurança de Viena estão conduzindo uma grande operação policial no centro da cidade, que foi isolado, para capturar os outros agressores. O ministro do Interior, Karl Nehammer, afirmou à agência de notícias APA, acreditar que a ação tenha motivação terrorista. No Twitter, o primeiro-ministro conservador Sebastian Kurz foi mais direto: "Nossa polícia agirá de forma decisiva contra os autores deste hediondo ataque terrorista. Nunca nos permitiremos ser intimidados pelo terrorismo."
CONFIRMED at the moment:
— POLIZEI WIEN (@LPDWien) November 2, 2020
*08:00 pm: several shots fired, beginning at Seitenstettengasse
*several suspects armed with rifles
*six different shooting locations
* one deceaced person, several injured (1 officer included)
*1 suspect shot and killed by police officers #0211w
O ataque teve início por volta de 20h (16h em Brasília), na rua Seitenstettengasse. Entre os feridos, está um policial. Imagens do ataque mostram um agente de segurança sendo baleado e um dos agressores carregando um fuzil de assalto.
A polícia da capital austríaca pediu que a população evite todos os locais públicos da cidade e o transporte público. A vizinha República Tcheca informou que impôs controles na fronteira com a Áustria.
A região que concentra os ataques fica próxima da principal sinagoga de Viena, o que levantou a suspeita de um ataque antissemita. .
Após o ataque de hoje, o presidente Emmanuel Macron, que vem enfrentando uma nova onda de atentados conduzidos por extremistas islâmicos na França, afirmou, pelo Twitter, que os franceses "compartilham o choque e a tristeza do povo austríaco, atingido por um ataque esta noite".
"Depois da França, este é um país amigo que foi atacado. Esta é a nossa Europa. Não vamos ceder", escreveu ele.
Já o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha disse na segunda-feira que "não podemos ceder ao ódio que tenta dividir nossas sociedades". "Mesmo que ainda não possamos prever a extensão do terror, nossos pensamentos estão com os feridos e as vítimas nestas horas difíceis", escreveu o ministério no Twitter, classificando os relatos da vizinha Áustria como "horríveis e perturbadores".


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