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Astros 2020 enviados para Amazônia para exercícios militares em defesa da Amazônia com 3 600 homens

  Míssil brasileiro de longo alcance

 está em fase final, diz ministro

Astros 2020 enviados para exercícios militares em defesa da Amazônia  com 3.600 homens

Sistema Astros Brasileiro


O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse hoje (15), em Manaus, que o projeto de criação de um míssil brasileiro capaz de percorrer 300 quilômetros de distância até seu alvo final está “em fase final de desenvolvimento”. Entre os eventos iniciais do maior exercício de adestramento militar da região, houve o assalto aeromóvel do 1° Batalhão de Infantaria de Selva - Aeromóvel (1º BIS -Amv), com o apoio da força de helicópteros do 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º B Av Ex). A comitiva visitante foi recepcionada pelo Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira.

“Falta muito pouco para ele complementar a artilharia de foguetes do Exército brasileiro, dando-nos um poder dissuasório muito grande”, respondeu o ministro .

Com alcance de até 300 quilômetros de distância e uma precisão de até 30 metros, o armamento desenvolvido pela companhia nacional Avibrás ampliará o poderio bélico brasileiro, podendo ultrapassar os limites do território nacional e atingir alvos estratégicos muito além da capacidade dos foguetes hoje em uso no Brasil. Atualmente, a família de foguetes Astros compreende quatro modelos com menor alcance que variam entre 30, 40, 60 e 80 quilômetros.

O principal objetivo do AV-TM 300, conforme sugere o ministro ao mencionar o “poder dissuasório” do armamento, é desencorajar eventuais ameaças externas. Além disso, o projeto Astros 2020 prevê outras iniciativas para dotar o país de “meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade”. Entre estas iniciativas está a implantação de unidades militares de mísseis e foguetes, de um centro de instrução e de bases administrativas.

A previsão inicial era de que as primeiras unidades do AV-TM 300 fossem entregues ao Exército ainda este ano, mas ao ser questionado sobre os prazos, Silva respondeu acreditar na “possibilidade” de serem entregues entre 2021 e 2022.


Exercício

Uma bateria do sistema de lançadores múltiplos de foguetes Astros 2020, já em uso pelo Exército, foi deslocada de Formosa (GO), a cerca de 90 quilômetros do centro de Brasília (DF), até a região de Manaus, onde, até o próximo dia 23, efetivos das Forças Armadas participam de um exercício militar coordenado pelo Exército.

Batizado de Operação Amazônia, o treinamento envolve cerca de 3.600 militares, e simula um ataque externo à região amazônica. “Fiquei impressionado com a concentração estratégica dos meios, particularmente do Exército brasileiro”, comentou o ministro da Defesa, que chegou ontem (14) à região para acompanhar o exercício militar.

De acordo com Silva, foram necessários dois meses para transportar a bateria do sistema de lançadores de foguetes pertencente ao 6º Grupo de Mísseis e Foguetes de Formosa até próximo a capital amazonense. “Foram dois meses de deslocamento até ele ser posicionado nos pontos para treinamento. O que demonstra a mobilidade dos meios do Exército.”

Presente no exercício, o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, destacou a importância dos militares brasileiros estarem aptos a atuar na região. “A preparação para estarmos aptos a defender este rincão da Nação é extremamente importante. É um esforço muito grande, mas é nosso dever para com a sociedade brasileira nos prepararmos e treinarmos para se, um dia, houver a necessidade de defendermos nossa Amazônia. Por tudo que ela representa em termos de riquezas minerais, biodiversidade, para a economia e para a vida dos brasileiros”, disse Pujol.

Durante o acompanhamento do apronto operacional, que é a verificação de pessoal e material antes da partida dos militares para o cumprimento de uma missão, o Ministro da Defesa ressaltou a importância do adestramento militar. "É uma operação singular do nosso Exército Brasileiro, da Marinha e da Força Aérea num ambiente de amplo espectro. A região amazônica sempre foi prioridade das Forças Armadas. Várias unidades de fora vieram reforçar essa concentração estratégica muito bem feita, que demorou cerca de dois meses", salientou.

Ainda pela manhã, a comitiva embarcou em uma aeronave para acompanhar a execução do assalto aeromóvel na cidade de Manacapuru (AM), na Região Metropolitana de Manaus. A ação envolveu 144 militares do 1º BIS-Amv, divididos em dois grupos de 71 homens em oito aeronaves do Exército, sendo três aeronaves modelo HM-1 (Pantera), três aeronaves modelo HM-2 ("Black Hawk") e duas aeronaves modelo HM-4 (Jaguar).

A ação do 1º BIS-Amv também contou com o 12º Grupo de Artilharia Antiaérea de Selva (12º GAAAe Sl), sediado em Manaus, e com a 21ª Companhia de Engenharia de Construção (21ª Cia E Cnst), com sede em São Gabriel da Cachoeira (AM), apoiados pelo 4º B Av Ex.

Os militares deslocaram-se até um local pré-determinado em Manacapuru. O contingente foi embarcado em duas levas e encontrou mais 25 militares da equipe precursora que, desde o dia anterior, já ocupavam o terreno, realizando a preparação necessária para a ocupação do terreno inimigo.

O desembarque em Manacapuru serviu para preparar a chegada das equipes posteriores, compostas por militares da Brigada de Infantaria Pára-quedista, que adentraram o terreno inimigo, dando início à contra-ofensiva de ocupação de território no assalto aeroterrestre.

O prosseguimento das atividades da Operação Amazônia prevê o tiro do lançador múltiplo de foguetes, Astros 2020, uma das mais potentes e modernas armas do Exército Brasileiro. “O Astros é um sistema que as Forças Armadas brasileiras têm com grande capacidade de saturação de área. Estamos projetando, em pouco tempo, ter mísseis de grande precisão em até 300 quilômetros. Na América do Sul, representa a defesa da nossa soberania e a integridade territorial”, destacou o General Leal Pujol.


FONTES : Agência Brasil  , Ministério da Defesa 

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